Cardamomo

18 Apr 2008 In: Cardamomo

O nome cardamomo é usado para designar diversas espécies em três géneros da família do gengibre (as zingiberáceas): Elettaria, Amomum e Aframomum. O cardamomo foi usado pela primeira vez aproximadamente no ano 700 d.C., na Índia meridional, e foi importado para a Europa, pela primeira vez, em cerca de 1200. São plantas nativas das florestas húmidas do sul da Índia, do Sri Lanka, Malásia e Sumatra. Hoje em dia é cultivado no Nepal, Tailândia e América Central. Constitui uma especiaria vastamente usada na Coreia, Vietname e Tailândia.

Uso na medicina tradicional

Na Índia, o cardamomo-verde (A. subulatum) é largamente usado para tratar infecções nas gengivas e nos dentes, na prevenção de doenças da garganta, congestão pulmonar, tuberculose pulmonar, inflamação das pálpebras e problemas digestivos. É também referido como antídoto para veneno de algumas cobras e escorpiões.

Algumas espécies do género Amomum são ainda usadas na medicina tradiconal indiana. Entre outras espécies, variedades e cultivares, a Amomum villosum é usada pela medicina tradicional chinesa para tratar dores estomacais, constipações, disenteria e outros problemas digestivos. O cardamomo-tsaoko é cultivado na província chinesa de Yunnan, tanto como especiaria como para fins medicinais.

Cinco-Chagas

18 Apr 2008 In: Cinco-Chagas

O Cinco-Chagas (Tropaeolum majus) é uma árvore da família dos Tropaeolaceae.

Com um pequeno porte, o Cinco-Chagas tem frutos que comem-se em conservas e suas flores em saladas. O seu fruto é mais preferido pelas maritacas.

Camomila

18 Apr 2008 In: Camomila

A camomila é uma planta de uso medicinal, cosmético, alimentar e em outras áreas. Tem os nomes científicos de Matricaria Recutita / M.chamomilla L proparte / Chamomilla recutita L Rauschert / Família compostas.

Medicinal

Os egípcios a usavam no tratamento da malária, devido a sua acção anti-inflamatória, é indicada para má digestão, cólica uterina, sedativa (infusão flores ou chá da flor de camomila); para queimaduras de sol (ajuda a refrescar a pele e evita o vermelhidão da pele), conjuntivite e olhos cansados (compressas com infusão do preparado das flores).

Para criança ajuda combater vermes. Como chá usado diáriamente diminui as dores musculares, tensão menstrual, stress e insônia, diarréia, inflamações das vias urinárias; misturado ao chá de hortelã com mel combate gripes e resfriados; banho com sachê de camomila é sedativo e restaurador de forças, e especial para hemorróidas.

Na forma de infusão é útil para o fígado, antialérgico, dores de reumatismos, nevralgias; ajuda a purificar o organismo e aliviar a irritação causada pela poluição. Age como sudorífico.

Não deve ser utilizada em doentes que tomem medicamentos com varfarina, pois os riscos de hemorragia são aumentados.

Calêndula

18 Apr 2008 In: Calêndula

Calêndula é a designação comum a diversas espécies botânicas da família Asteraceae e do género Calendula, ainda que se use, por vezes, como sinónimo de bonina, malmequer e bem-me-quer que, por sua vez, designam espécies muito diversas.

Pode referir-se a:
na maior parte das vezes, à espécie Calendula officinalis.
Calêndula-silvestre (Calendula arvensis), também chamada de calêndula-do-campo, malmequer, erva-vaqueira e belas-noites;

Em Portugal são ainda de referir as espécies:
Calendula suffruticosa, espontânea na Europa e Açores.
Calendula maderensis, espontânea em Porto Santo e na Madeira, designada por vacoa ou vaqueira.

Cálamo-aromático

18 Apr 2008 In: Cálamo-aromático

O Cálamo aromático é uma planta originária da Ásia que se aclimatou em terrenos úmidos do Brasil. Tem um tronco subterrâneo e raízes (tuberosas) chatas e finas.

De nome científico Acorus calamus tem como sinônimos capim-de-cheiro, capim-marinho, cana cheirosa e capim-cidreira.

É muito indicada no tratamento de bronquites, catarros.

Caju

18 Apr 2008 In: Caju

O caju (do tupi-guarani acayu ou aca-iu, com o significado ano, uma vez que os indígenas contavam a idade a cada safra) é muitas vezes tido como o fruto do cajueiro (Anacardium occidentale) quando, na verdade, trata-se de um pseudofruto. O que entendemos popularmente como “caju” se constitui de duas partes: a fruta propriamente dita, que é a castanha; e seu pedúnculo floral, pseudofruto geralmente confundido com o fruto. Este constitui-se em um pedúnculo piriforme, amarelo, rosado ou vermelho, geralmente carnoso, suculento e rico em vitamina C e ferro, comestível, de onde se preparam sucos, mel, doces, passas e cajuína, uma bebida sem álcool. Sendo seu cultivo bastante comum no nordeste brasileiro.

Castanha-de-caju

O fruto propriamente dito é duro e oleaginoso, mais conhecido como castanha-de-caju, consumido assado e geralmente salgado.

A castanha-de-caju também pode ser usada verde nos pratos quentes - é o chamado maturi. Os indígenas preparam um vinho, o mocororó, que em Moçambique tem a fama de trazer de volta as lembranças perdidas.

De suas fibras, ( resíduo/bagaço ), ricas em aminoácidos e vitaminas, misturadas com temperos, é feita a “carne de caju”.

No tronco do cajueiro há uma resina conhecida por goma arábica, que tem função repelente de insetos e é usada na preservação dos livros. Na seiva da casca há um corante indelével, que no saber popular é conhecido como um anticoncepcional.

O cajueiro tem nas folhas uma resina tóxica à qual só os macacos são imunes. Graças à maior freqüência das chuvas na época dos frutos, as toxinas são eliminadas e outros animais podem então se alimentar deles.

A castanha possui uma casca dupla contendo a toxina uruxiol (também encontrada na hera venenosa), um alergênico que irrita a pele. Por isso a castanha deve ter sua casca removida através de um processo que causa dolorosas rachaduras nas mãos. As castanhas vendidas como “cruas” são previamente cozidas, mas não torradas. A castanha, o óleo, o fruto tambem possui Acido Anacardico, que e muito potente contra bacteria que sao gram-positivo como Staphylococcus aureus resistentes, Streptococcus mutans que faz cáries dentales, e tambem Tuberculose.

Fruto nativo dos tabuleiros e dunas do Brasil, sempre vizinho ao mar, é de André Thevet, em 1558, a mais antiga descrição do fruto, comparado a um ovo de pata. Posteriormente, Maurício de Nassau protegeu os cajueiros por decreto, e fez o seu doce, em compotas, chegar às melhores mesas da Europa.

Cafeeiro

18 Apr 2008 In: Cafeeiro

O cafeeiro (Coffea sp.) é um arbusto da família Rubiaceae e do gênero Coffea, da qual se conhecem 103 espécies [1] e se colhem sementes, o café, para a preparação de uma bebida estimulante, conhecida também como café. O café é largamente cultivado em países tropicais, tanto para consumo próprio como para exportação para países de clima temperado. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café, seguido pelo Vietnam e a Colômbia.

Botânica

Nos trópicos o cafeeiro é um vigoroso arbusto ou árvore pequena que chega facilmente a uma altura de 3-3,5 m. O caule principal é ereto, e os ramos secundários partem do principal num ângulo aproximado de 90°. As folhas, opostas onduladas nos bordos e de coloração verde-acinzentada quando jovens, encontram-se nestes ramos. As flores brancas e perfumadas surgem em grande profusão, o que a torna também uma planta ornamental.

Os frutos são ovóides, nascendo verdes e passando a vermelho e depois preto, de acordo com as fases de maturação. Casca lisa e brilhante, contendo geralmente duas sementes de coloração acinzentada, branco-amarelada ou amarelo-esverdeada, envoltas por polpa branca, adocicada. As sementes torradas e moídas produzem uma bebida estimulante - o café.

O seu principal princípio ativo é a cafeína.

Cacau

18 Apr 2008 In: Cacau

A árvore que dá origem ao fruto chamado cacau, de nome científico Theobroma cacao, popularmente chamado de cacaueiro, cacau, árvore-da-vida, é recentemente considerado da família Malvaceae, e sua origem da América Central e Brasil. Pode atingir até 6 metros de altura, possui duas fases de produção: temporão (março a agosto) e safra (setembro a fevereiro), a propagação é por sementes, e planta de clima quente e úmido, o solo ideal é o argilo-arenoso. Por ser uma planta umbrófila, vegeta bem em sub-bosques e matas raleadas sendo, portanto, uma cultura extremamente conservacionista de solos, fauna e flora. Pouco mecanizada, é uma cultura que proporciona um alto grau de geração de emprego. Encontrou no sul da Bahia um dos melhores solos e clima para a sua expansão.

O estado da Bahia é o maior produtor do Brasil, porém sua capacidade produtiva foi reduzida em até 60% com o advento da vassoura-de-bruxa, causada pelo fungo fitopatogênico Crinipellis perniciosa. O Brasil então passou do patamar de país exportador de cacau para importador, não sendo completamente auto-suficiente do produto.

Apesar da enfermidade, o cacau ainda se constitui numa grande alternativa econômica para o Sul da Bahia e possui na CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira) a sua base de pesquisa, educação e extensão rural. Com o apoio do órgão, cultivares clonais mais resistentes ao fungo têm sido introduzidas, porém uma alternativa de controle mais severo ao patógeno ainda se faz necessária. Esta alternativa pode vir futuramente com os resultados do Projeto Genoma Vassoura de Bruxa, que visa estudar o genoma do fungo e elaborar estratégias mais eficientes no seu controle biológico. É uma iniciativa da CEPLAC que conta com o apoio da EMBRAPA e de laboratórios em universidades da Bahia (UFBA, UESC e UEFS) e de São Paulo (UNICAMP).

É do cacau que se faz o chocolate através da moagem das suas amêndoas secas e moídas em processo industrial ou caseiro. Outros subprodutos do cacau incluem sua polpa, suco, geléia, destilados finos e sorvete.

Por ser plantado à sombra da floresta o cacau foi responsável pela preservação de grandes corredores de mata atlântica no sul do Estado da Bahia no Brasil.

Capim-limão

18 Apr 2008 In: Capim-limão

Capim-limão (Cymbopogon citratus, mas também designada pelos sinónimos botânicos Andropogon ceriferus, Andropogon citratus, Andropogon citratus, Andropogon citriodorum, Andropogon nardus ceriferus, Andropogon roxburghii, Andropogon schoenanthus e Cymbopogon nardus citratus - por vezes aparece a designação Cymbopogom citratus, mas parece ser erro) é uma planta herbácea da família das gramíneas, nativa das regiões tropicais da Ásia (Índia). Cresce numa moita de rebentos (planta cespitosa), propagando-se por estolhos (dizendo-se, por isso, estolonífera), os quais apresentam folhas amplexicaules, linear-lanceoladas. As suas inflorescências são constituídas por panículas amareladas. É também conhecido pelos nomes de belgate, belgata, capim-cidreira, erva-cidreira, chá-de-estrada, chá-de-príncipe (ou, apenas príncipe), chá-do-gabão, capim-cidrão, capim-cidrilho, capim-cidró, capim-santo, capim-de-cheiro, citronela, capim-cheiroso, capim-catinga, patchuli, pachuli, capim-marinho, capim-membeca, palha de camelo, esquenanto e chá de caxinde (em Angola) [1].

É uma planta medicinal, usada em medicina popular, sendo, para esse efeito, utilizadas as folhas que, em infusão, têm propriedades febrígugas, sudoríficas, analgésicas, calmantes, anti-depressivas, diuréticas e expectorantes além de ser bactericida, hepato-protectora, anti-espasmódica, estimulante da circulação periférica, e estimulante estomacal e lácteo. Os compostos químicos a que se devem estas propriedades são o citral, geraniol, metileugenol, mirceno, citronelal, ácido acético e ácido caprioco. Tais componentes e, mais especificamente o citral, dão-lhe um aroma semelhante à lúcia-lima, bela-luísa ou limonete (Aloysia triphylla). Da sua inflorescência extrai-se um óleo essencial utilizado em repelentes de insectos.

Cânfora

18 Apr 2008 In: Cânfora

O canforeiro (Cinnamomum camphora (L.) J. Presl; sin: Laurus camphora L.) é uma árvore pertencente à família Lauraceae e ao género Cinnamomum, o mesmo da árvore que produz a canela. Esta árvore é nativa de algumas regiões do Extremo Oriente, particularmente do Taiwan, do Japão e da China meridional.

Esta árvore é a origem da substância química conhecida como cânfora (C10H16O), uma substância branca, cristalina, com um forte odor característico e obtida a partir da seiva. A extracção é feita pela oxidação do pineno (parte principal da essencia de terebentina). É uma combinação acíclica. Apresenta-se em grandes massas brancas, grano-cristalinas, translúcidas de cheiro particular penetrante e de um sabor um tanto amargo. É pouco solúvel na água, dissolvendo-se facilmente no álcool, éter e demais solventes orgânicos. Volatiliza-se desde a temperatura comum. É usada na fabricação de celulóide e de pólvora sem fumaça.

Conhecida desde a antiguidade, a cânfora é utilizada como incenso e no preparo de medicamentos.

Princípios ativos: Terpenos (alfa-pineno, nopineno, canfeno, dipenteno, cariofileno, cadineno, bisaboleno, canfazuleno, etc.), álcoois (borneol, linalol, alfa-terpinol, etc.), cetonas (cânfora, piperitona), óxidos (cineol, etc.)

Outros nomes populares da planta

Erva-cavaleira, rabugem-de-cachorro, alcanforeiro.

Ervas Medicinais

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