O Boldo-da-terra ou boldo-de-jardim (Coleus barbatus ou Plectranthus barbatus) é um arbusto originário da África.
Atinge de 1 a 2 metros de altura, apresenta folhas aveludadas e produz flores azuladas. Indicado como analgésico, estimulante da digestão e combate azias. Quando usado por longos períodos, pode causar irritação gástrica.
O Boldo-do-Chile (Peumus boldus) é uma árvore que pertence à família das Monimiaceae.
As propriedades fitoterápicas de suas folhas eram conhecidas das comunidades indígenas sul-americanas que habitavam os Andes chilenos, tornando-se conhecidas mundialmente a partir da colonização européia da América.
uso medicinal
Empregado em casos de desconforto digestivo e do fígado, o seu princípio ativo é a boldina, um alcalóide, principal responsável pelas suas propriedades hepatoprotetoras e coleréticas. O boldo traz benefícios principalmente para o fígado. Ajuda-o a trabalhar melhor, e é ótimo para quem tem hepatite ou problemas freqüentes ligados ao fígado, como dor de cabeça, suores frios e mal estar. O boldo, tomado antes das refeições ajuda na digestão e nas funções do aparelho digestivo. É ótimo para quem tem intestino preso, cálculos biliares e gastrite.
A borragem (Borago officinalis L.), conhecida no Brasil também por borrage, borracha, borracha-chimarrona e foligem, é uma planta medicinal. É uma planta herbácea anual, mediterrânea, crescendo em terras ricas em azoto. O seu cultivo é feito principalmente para a produção de sementes. A planta é rica em mucilagem e nitrato de potássio, tendo propriedades emolientes, sudoríferas e diuréticas, úteis no tratamento de sintomas relacionados com gripe, bronquite, afecções das vias urinárias, herpes e sarampo, entre outros. É também utilizada em medicamentos indicados para alívio da tensão pré-menstrual e em anti-inflamatórios para patologias relacionadas com inflamações e tumores.
Seu uso é mais conhecido através do óleo de borragem. Este óleo é extraído da semente da planta e é usado em problemas cutâneos, tanto por aplicação tópica como por ingestão. É também indicado o uso de chás, mas por as folhas da borragem possuírem pêlo, é necessário passar o chá por um processo de filtração. As suas flores são também utilizadas. As flores e as folhas contêm alcalóides pirrolizidínicos, pelo que o seu uso é geralmente desaconselhado durante a gravidez; tais compostos estão também envolvidos em hepatotoxicidade e actividade carcinogénia, desaconselhando-se o seu uso prolongado.
Bugreiros é o nome pelo qual ficaram conhecidos os indivíduo especializados em atacar e exterminar indígenas brasileiros e que eram contratado pelos colonos imigrantes e pelo governo provincial de Santa Catarina. O termo se origina da palavra bugre, como eram conhecidos pejorativamente os indígenas da região.
Os bugreiros realizavam ataques de surpresa, arrasando aldeias com poucas chances de resistência aos indígenas. As tropas de bugreiros compunham-se por oito a quinze homens caboclos, conhecedores profundos da vida do sertão e geralmente aparentados entre si, que atuavam sob a ação de um líder com pleno poder decisão. Os grupos também prestavam serviços de proteção a viajantes, tropeiros e agrimensores quando necessitavam atravessar ou permanecer em territórios onde a presença indígena era freqüente.
As operações dos bugreiros para expedições de afugentamento do selvagem se assemelhavam à operações bélicas como pode ser verificado no texto abaixo:
“Infinitas precauções tomam, pois é preciso surpreender os índios nos seus ranchos quando entregues ao sono. Não levam cães. Seguem a picado dos índios, descobrem os ranchos e, sem conversarem, sem fumarem, aguardam a hora propícia. É quando o dia está para nascer que dão o assalto. O primeiro cuidado é cortar as cordas dos arcos. Depois praticam o morticínio. Compreende-se que os índios acordados a tiros e a facão nem procuram defender-se, e toda heroicidade dos assaltantes consiste em cortar carne inerme de homens acobardados pela surpresa. Depois das batidas dividem-se os despojos, que são vendidos a quem der mais, entre eles os troféus de combate e as crianças apresadas”.
O boldo-baiano (Vernonia condensata Baker; Asteraceae) é uma das plantas mais cultivadas em jardins e hortas brasileiros. A sua origem é africana, tendo sido trazido com os escravos desde a época colonial.
As suas folhas são utilizadas pela medicina popular sob a forma de chás ou sucos, no tratamento da azia, da indisposição gástrica, no controle da gastrite, contra a ressaca e como um tônico amargo, estimulante da digestão e do apetite.
Pode produzir irritação da mucosa do estômago, se utilizado em doses elevadas.
Beldroega é a designação comum a ervas da família das aizoáceas, das urticáceas e das portulacáceas, geralmente comestíveis e ricas em ácido salicílico.
Também erva (Pilea serpyllifolia) da família das urticáceas, nativa do Brasil (Minas Gerais), de folhas assimétricas e flores branco-róseas; também chamada cariru. Ou ainda, erva (Portulaca halimoides) da família das portulacáceas, nativa do Brasil (especialmente do litoral), de folhas purpúreas, carnosas e comestíveis, e flores sésseis, muito vilosas; também cahamada portulaca. Conhecidas, também são as designadas alecrim-de-são-josé (Portulaca pilosa) e joão-gomes (Portulaca mucronata).
A bardana (Arctium lappa) é uma planta originária da Eurásia e difundida na América. Prolifera em baldios, bermas de caminhos, e próxima de zonas habitadas.
A fama da bardana vem de muito tempo:os gregos a utilizavam como medicamento, e na Idade Média era incluída em várias formulações destinadas à cura. Algumas referências sugerem que o seu nome científico Arctiun lappa deriva do grego “arctos” (urso) e “lambanô” (eu tomo), em alusão ao aspecto peludo que apresenta.
Valorizada como medicinal desde a Antigüidade, a bardana nunca teve essa fama contestada. Todas as partes da planta eram usadas de alguma forma como medicamento: as folhas ,por exemplo,eram bem amassadas e aplicadas em cataplasmas para tratar inúmeras doenças de pele, em razão de sua ação bactericida. O uso atualmente tem respaldo científico: estudos comprovam as suas propriedades antissépticas. Também foram bem difundidos seus poderes contra picadas de insetos e aranhas por sua propriedade de acalmar a dor (ação anestésica) e evitar a tumefação do local (ação anti-inflamatória).
O barbatimão ou Stryphnodendron barbatimam Mart. é uma árvore, utilizada medicinalmente nas úlceras, hemorragias e catarros vaginais. Dentre suas substâncias químicas, encontramos os taninos, flavonóides e alcalóides.
Bartimão é uma árvore originária do serrado brasileiro, predominante no norte e nordestre do Brasil. Seu nome é derivado de um termo indígena que significa a árvore que aperta. Essa planta é utilizada em indústrias de curtumes e outrora era muito procurada por prostitutas, daí o nome casca da virgindade. A casca do barbatimão produz matéria tintorial vermelha que produz tinta.
Sinônimos botânicos : Ibatimô, verna, barba-de-timan, picarana
Babosa by Ervas Medicinais on April 18th, 2008
A Aloe vera (sin.
O Bálsamo-do-peru (Myroxylon peruiferum L. f.) é uma planta da família das Fabáceas, usada medicinalmente como antiinflamatório e expectorante peitoral sendo utilizado em casos de asma, bronquite asmática, cistite, doença pulmonar, dor de cabeça, ferida externa, fraqueza, garganta, tosse e vias aéreas.
Alguns nomes pelos quais é conhecido popularmente são: óleo-balsamo, bálsamo-de-tolu, pau-bálsamo, bálsamo-índico-seco, bálsamo-de-cartagena, resina-de-tolu, bálsamo-toluano, bálsamo-da-américa, bálsamo-de-cartagena, bálsamo-de-cheiro-eterno, bálsamo-de-são-tomaz, bálsamo-do-peru, bálsamo-de-são-salvador, benjoim-do-norte, opobálsamo, óleo-vermelho, coroiba, resina-de-tabu.
A Aloe vera (sin. A. barbadensis Mill., A. vulgaris Lam.), conhecida popularmente como babosa, é uma espécie de planta do género Aloe, nativa do norte de África.
É conhecido como Aloe vera ou Aloés, tem um aspecto de um cacto de cor verde, mas este pertence à família dos lírios e a sua verdadeira origem é africana. Esta planta por dentro tem um líquido viscoso e macio.
O Aloe vera é uma planta utilizada para muitos fins medicinais há muitos anos, geralmente é utilizada para problemas relacionados com a pele (por exemplo: acne, queimaduras, etc).
Esta planta pouco comum é protegida, sendo assim difícil de se encontrar fora do mundo selvagem.
A esta planta são reconhecidas propriedades dermo-cosméticas como bactericida, cicatrizante e principalmente a capacidade de re-hidratar o tecido capilar ou dérmico danificado por uma queimadura.
A babosa aplicada sobre uma queimadura, ajuda rapidamente a retirar a dor, pelo seu efeito re-hidratante e calmante. Pelo mesmo efeito (re-hidratante) lentamente irá reparando o tecido queimado, curando desta forma a queimadura.
Presentemente é comum encontrar produtos de venda livre, em farmácias, drogarias, supermercados ou até em detergentes como o skip. Nada foi comprovado pela comunidade científica sobre a eficiência da babosa contra o câncer, mas em 1998 o preço de comercialização da planta atingiu elevados valores. Com um livro entitulado “O Câncer tem Cura”, o Frei Romano Zago advoga que a planta seria uma uma poderosa arma contra o câncer, porém até agora não existem evidências clínicas da eficácia de tal tratamento.
Alfavaca by Ervas Medicinais on April 17th, 2008
A alfavaca (Ocimum basilicum L.
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